Simples e inacreditável
Estranhamente eu senti vontade, morrendo de cansaço, de te escrever de novo. Não ha muita lógica no meu raciocínio agora, mas, novamente com estranheza, me pego pensando em você e sentido uma breve e melancólica saudade. Será que você poparia mais uma noite comigo? (mas dessa vez com café preto ao amanhecer)
E se eu não tivesse mexido com sua cabeça? Não teríamos novos encontros? Não ganharia o livro que já separo trechos? Não te teria na minha intimidade? - não.
Eu não vou disfarçar, eu carrego muitos amores, desejos e histerias, não sei onde tu vai se encaixar e se vai querer estar por aqui a ponto de me permitir que tu conheça meu corpo, minha instabilidade, meu choro.
A segunda vez foi tão melhor que a primeira, fazia sentido poder descansar, ainda que ao amanhecer, contigo ao meu lado.
Não quero fazer promessas vãs, só quero falar do que sinto hoje, com aquela pitadinha de imaginação que ne inspira.
Eu não sei qual vai ser o ponto de cruzamento que estaremos cara a cara com um nó, e se conseguiremos fazer do nó cego, um laço.
Eu espero que eu seja muito mais pra ti, um dia, do que desejo, do que maluquices, do que algo que te instigue, eu quero ser conversas difíceis e profundas, boa companhia, e te ver como uma inspiração que já tem contorno, quero sugar seu conhecimento e ser sua pequena poeta. Perto de você, eu não me importo de ser a parte "menor".
Sua gentileza, sua graciosidade e generosidade me fazem embarcar numa jangada, simples e inacreditável.
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