Frustrações
Eu entrei numa onda de frustrações, de baldes e baldes de água fria, e não posso surtar, nem faria sentido isso. Eu preciso engolir a seco e seguir. Seguir olhando pro céu, olhando pro asfalto, sentindo o vento e mormaço. É necessário não deixar de sentir nada, Nao amortecer, não anestesiar. Entrar naquela onda de cuidar de si, da mente e do corpo. Porque ninguém me avisou que se entregar demais não é tao bonito como nos filmes, que os finais não são felizes e que é perigoso?
Eu sempre gostei de viver perigosamente, contrariando meu metodista.
Eu aceitava dormir e acordar do lado de pessoas que eu não criei vínculo o bastante pra saber que eu estaria segura. Aliás, o que promete essa segurança?
Eu já fui pra rua no anoitecer, eu não chorei essa traição, eu quis esquecer, e até me desculpar, pra poder voltar.
Qual a garantia que alguém será empático à mim, especialmente quando se trata de coisas tão únicas do meu jeito de enxergar a vida e assim, me ferir. Talvez seja esse aprendizado, não há garantias, não há um trajeto pré definido que nao possa ser alterado, e todas as possibilidades de alterações não garantem cuidado ou coisas boas, do contrário, na maioria, vai te foder.
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