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Eu amo quando tu escreve em qualquer contexto sobre São Paulo, me dá a sensação errônea de que está pensando em vir me encontrar.
Me empolgo e me pego de forma quase inocente tentando te convencer sobre isso ou aquilo, sorrio, depois, fecho a cara.
Talvez ainda demore um tempo pra essa ideia não fazer mais sentido algum, pra que a imaterialidade seja o ponto fixo; não, eu não a verei.
Eu queria ter o poder de conquista que tirasse de você um "sim" cego e o resto eu garantiria.
Mas pro meu azar tu é tão teimosa quanto eu.
Então eu fico por aqui imaginando o jeito que se mexe, anda, sorri, chora, ou nenhuma dessas coisas. Minha imaginação ainda me protege do momento que vou sentir meu corpo todo gelado ao descobrir que não vai se materializar nada disso, e que estive apaixonada por uma voz, por uma escrita e algumas fotos. Isso vai doer, porque eu espero e almejo tanto esse encontro, que demoraria a entender que nunca foi. Só foi um futuro esmagado pelo presente.
Daqui a pouco ou te esqueço ou me emaranho e fico sem saber que palavra assume ridiculamente o que sinto por ti, Marina.
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