E então ela some

E então ela some, desaparece no tempo e  tudo que eu tenho é esse espaço vazio,
Uma cabeça em constante movimento, e  mãos mornas que não alcança as dela.
E então ela some, e não há nada que eu fale, nada que eu possa perguntar ou enumerar, nada que se sobressaia a beleza inconstante de uma sombra solitária em meio ao concreto.
Minha pele em grande distância da pele dela, suor e sangue que não almejam sobriedade, e um pedido de socorro silencioso e torto.
E então ela some, escapa por entre meus dedos, destoa da canção que nos une catastroficamente, e respiro densidade na imensidão da metrópole.

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