Linda
Você é linda, e nada que eu diga vai desvendar as infinitas camadas que essa palavra esconde.
Nada mais de você se honra em idealização em mim, ainda assim, que bom, você não se fez menos linda.
Te vi hoje assim, eternizada numa fotografia, atenciosamente ou no acaso, alguém te pegou no sossego do sorriso.
Ainda que teu sorriso nem sempre signifique estar em paz, estar em plenitude, ainda que o caos e a tormenta se acumulem no teu peito, ainda se assim for, foi teu maxilar em conjunto com a forma com que seus dentes se expõe, junto com o movimento da cabeça inclinada pra trás que me incharam os olhos d'água, que me fizeram debruçar minha testa na mão esquerda e dizer em voz baixa: linda.
E te ver linda não te fez destoada em meu peito, não te fez em menos imperfeições, não me inundou em medos ou lembranças inconformadas, não me colheu nem me acolheu, foi cru, te quero bem e isso é lindo na assimetria que nos faz acalanto e destroços.
Pr'alem dessa imagem de cores tão vivas, eu arrisco a pergunta que vem me cercando há um tempo: Como você está?
Nada sobre nós, nada sobre o passado ou o futuro, nada de pretensioso. Só queria saber o que você tem feito de você.
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