Incômodo

Eis que o amor fez de mim um incomodo,
Poeira que se joga embaixo do tapete e que se espera que se desfaça com o tempo.
Eis que o amor me fez silêncio de elevador, ou de quem quer falar mas está com a boca cheia, silêncio interminável de quem espera que ele se quebre.
Eis que o amor me fez esquecimento, como aquele assunto que, desimportante, foi atravessado por outro e nunca mais retomado.
Eis que o amor me tornou desviante, dissonante, destoante, desafino, desova.
E de todas as validações que ressoam e ecoam a nossa volta, há meses não ouço sua voz saindo dos teus olhos.

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