Vinte e sete infinitos

Nenhuma poesia mais chega até o final
Tudo inacabado
Suspenso em partículas em furta cor

Em agonia meu corpo procura a finitude
Na repetição das explicações sobre o infinito

Vinte e sete pontos na pele lacerada
Plutão em imersa expansão
O lago de águas turvas em calmaria
As doze casas e a lua se mantém cheia

Em agonia meus braços são lapidados
Na repetição nostálgica da analgesia 

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