I

Um passo que ainda dou pra trás, lá nos tantos desabafos d’uma alma que ainda está em pedaços, mas hoje, sabendo que há pedaços que precisam ser deixados no caminho, num asfalto frio ou no morno de um caminho de terra. Células mortas, outras não tão mortas assim que vão se desprendendo e dando lugar a outras, por hora, não menos melancólicas, mas sem o furor dos delírios das noites em claro. As noites, essas que me pegam pelos pés no inverno de dois mil e dezessete me pedem que estejam ao inverso, no meu verso, feito em versos menos incendiários.

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